terça-feira, 12 de março de 2013

Resenha do livro Jogo, brinquedo, brincadeira e educação.


Gilliane França Evaristo[1]
           
Tizoko Morchila Kishimoto, foi chefe do departamento de Metodologia de Ensino e Educação comparada d Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Coordenadora do laboratório de brinquedos e matérias pedagógicos da mesma instituição, sendo também professora livre-docente, é responsável por cursos de pós-graduação e especialização na área de educação infantil. A mesma realiza pesquisas e publica livros e artigos sobre educação infantil, brinquedos e brincadeiras.
            A compreensão da brincadeira e jogos é bastante ampla aonde, a obra vem trazer tais abordagens que podem ser usadas para aprendizado da criança. A definição da palavra jogo é bastante relevante, pois, cada sujeito poderá interpretá-la de uma maneira. O brinquedo proporciona a criança um mundo imaginário, onde se dá início a criação do lúdico de cada um.
            A relação existe entre o jogo e a educação, é que o jogo é considerado uma forma de recreação infantil, uma cultura presente desde a antiguidade greco-romana, porém o intuito dos jogos vai além da tarefa recreativa pode favorecer o ensino dos conteúdos em sala de aula, estabelecer as necessidades de cada quadro infantil e mostrar diagnosticamente as personalidades das crianças. O brinquedo proporciona à criança as formas se saber através da brincadeira, onde a função lúdica vai propiciar a diversão para os mesmos fazendo assim um estimulo educativo, trabalhando a compreensão de mundo.
            Podemos enxergar diversas brincadeiras , sendo elas as brincadeiras tradicionais, que prevalece a questão cultural em que o sujeito está inserido que vai passando de gerações em gerações, as brincadeiras de faz-de-conta, que trata-se de uma brincadeira simbólica onde a imaginação do indivíduo irá prevalecer, que estimula a oralidade tratando de crianças de 2 e 3 anos, quando a realidade da criança muda as brincadeiras também se modificam.
É através dos brinquedos que a criança vem desenvolver sua comunicação, o brinquedo é um objeto de socialização, a brincadeira ou brinquedo aparece na realidade para que se possa viajar em meio as fantasias e explorar o mundo que irá se encontrar.
            O material pedagógico usado pelo educador não deve ser utilizado com um objeto de estética e sim ir além do que a o mesmo proporciona fazendo assim,um relação para que o aluno desenvolva seu potencial de aprendizado, com o objetivo de aprender brincando.
            A obra é concluída falando sobre as práticas dos jogos, brinquedos, brincadeiras e a educação e como é vista pelos profissionais que atuam nesta área de trabalho, onde foi realizada uma experiência de prática com os professores e alunos segundo as metodologias das brincadeiras com aprendizado e desenvolvimento das crianças.
            Portanto a obra trata das metodologias em que o jogo abrange como aprendizado pra as crianças, onde a autora e colaboradores abordam brevemente tais abordagens lúdicas, o que nos leva q refletir sobre a relações existentes em tais atividades, tratando-se de uma crítica construtiva o livro tem como base os autores que possuem a teoria do brincar como desenvolvimento, sendo eles: Piaget, para ele quando a criança brinca ela assimila sua visão de mundo,e Vygotsky, a criança ao passar do concreto para o abstrato não acontece continuidade relacionando a  imaginação. Apesar das teorias em hora se intercalarem, hora se difundem, pois tratam de uma mesma linha de aprendizado mais de forma diferente, o que poderá implicar na compreensão do leitor.
            A obra é indicada aos professores e sujeitos que trabalhem na linha de ensino com Educação Infantil, devido à análise de demonstrações sobre os jogos, onde o mesmo não é somente material lúdico, e sim, incorpora aspectos afetivos que vem tornar o ensino e aprendizagem como atividades significativas.  

Fonte: KISHIMOTO, Morchila Tizuko.Organizado.Jogo, brinquedo, brincadeira e educação. 9ed. São Paulo: Cortez, 2006.




[1] Estudante do 7º período do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sugestões de blogs que falam sobre a temática do BRINCAR.

http://blogcantinhodadeia.blogspot.com.br/p/projetos-para-educacao-infantil.html

http://amoaeducacaoinfantil.blogspot.com.br/

http://mundinhodacrianca.blogspot.com.br/

http://blogdaedinfantil.blogspot.com.br/

http://pri-educacaoinfantilparaserfeliz.blogspot.com.br/

http://brincadeirasejogos.blogspot.com.br/

http://pedagogianaei.blogspot.com.br/2012/10/importancia-das-brincadeiras-na.html

quarta-feira, 6 de março de 2013

A brincadeira é transmitida à criança através de seus próprios familiares, de forma expressiva, de uma geração à outra, ou pode ser aprendida pela criança de forma espontânea.
A ludicidade está sendo estudada como um processo de suma importância no desenvolvimento humano.

Na opinião de SANTOS (2000, p. 18), tanto PIAGET, como WALLON, VTGOTSKY e outros, atribuíram ao brincar da criança um papel decisivo na evolução dos processos de desenvolvimento humano, como maturação e aprendizagem, embora com enfoques diferentes.
Brincar desenvolve as habilidades da criança de forma natural, pois brincando aprende a socializar-se com outras crianças, desenvolve a motricidade, a mente, a criatividade, sem cobrança ou medo, mas sim com prazer.

terça-feira, 5 de março de 2013

Piaget e o brincar

O brincar apresenta características diferentes de acordo com o desenvolvimento das estruturas mentais, existindo, segundo Piaget, 3 etapas fundamentais:

Dos 0 aos 2 anos:  Aqui ocorrem os chamados Jogos de Exercício. Neste período, a criança vai adquirindo competências motoras e aumentando a sua autonomia. Vai preferindo o chão ao berço, demonstrando alegria nas tentativas de imitação da fala... Vai revelando prazer ao nível da descoberta do seu corpo através dos sentidos.
Elabora então as suas brincadeiras à volta da exploração de objetos através dos sentidos, da ação motora, e da manipulação - características dos "jogos de manipulação". Estes jogos oferecem sentimentos importantes de poder e eficácia, bem como fortalecem a autoestima. Deste modo, constituem peças fundamentais para o desenvolvimento global da criança.


Entre os 2 e os 6/7 anos: A simbologia surge com um papel fundamental nas brincadeiras, como por exemplo:  o "faz de conta", as histórias, os fantoches, o desenho, o brincar com os objetos atribuindo-lhes outros significados, etc. Os jogos simbólicos são possíveis dado que, nesta fase, a criança já é capaz de produzir imagens mentais. A linguagem falada permite-lhe o uso de símbolos para substituir objetos.
O jogo simbólico oferece à criança a compreensão e a aprendizagem dos papéis sociais que fazem parte da sua cultura (papel de pai, de mãe, filho, médico, etc.).

A partir dos 7 anos – Por fim, as brincadeiras e jogos com regras tornam-se cruciais para o desenvolvimento de estratégias de tomada de decisões. Através da brincadeira, a criança aprende a seguir regras, experimenta formas de comportamento e socializa, descobrindo o mundo à sua volta. No brincar com outras crianças, elas encontram os seus pares e interagem socialmente, descobrindo desta forma que não são os únicos sujeitos da ação e que, para alcançarem os seus objetivos, deverão considerar o fato de que os outros também possuem objetivos próprios que querem satisfazer.


Fonte: COLL, Cesar, Palacios, J. e Marchesi, A. (org) Desenvolvimento Psicológico e EducaçãoPsicologia da Educação. Vol.2. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

A criança e o brincar

O brincar é uma das formas mais comuns do comportamento humano, com o evoluir dos tempos, atravessa-se uma mudança na forma como se percepciona o brincar, e a sua importância no processo de desenvolvimento de uma criança.
Através do brincar, ela pode desenvolver capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação e a imaginação. Ao brincar, exploram e refletem sobre a realidade e a cultura na qual estão inseridas, interiorizando-as e, ao mesmo tempo, questionando as regras e papéis sociais.


Fonte:  BRASIL, Ministério da Educação. A brincadeira como experiência de cultura na educação infantil. Revista Criança do professor de educação infantil.  Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.

Uma concepção bastante conceituada sobre brincadeira infantil é a de Gilles Brougère, vejamos alguns exemplos:


             O faz de conta não é um comportamento da criança é uma ação que a mesma cria, uma situação concreta de um determinado comportamento que obteve um contexto simbólico das falas e gestos.
            As crianças estabelecem regras compartilham a brincadeira, mas as regras podem ser mudadas a qualquer hora, valem apenas durante o tempo de duração da brincadeira, e não são regras de situações reais.
            Para criança o importante é brincar e pouco importa se a brincadeira ira resultar em alguma aprendizagem.

BROUGÉRE, Gilles. Brinquedo e Cultura. 6. Ed. São Paulo: Cortez, 2006.